Entrego-te parte de mim
Essa escravidão escolhida enfim
Perdendo os sentidos
Sacrificando a minha libido
amar-te com todo afinco
E o corpo, ao todo, indeciso
Seguindo esse terrível destino
De gostar e não ter um certo caminho
Engano-me com toda certeza
Deixo minhas cartas na mesa
Dou o meu jogo por vencido
E para a solidão, minto
Choro pelo poema não vivido
Faço críticas, deixo escritos
Finjo que está tudo bem...
Para ter-te sobre mim
E sabendo, infeliz, que meu coração
Chora no fim...
Nenhum comentário:
Postar um comentário